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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Toca "Ainda é cedo"!

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Ainda é cedo para dizer se o Botafogo será mais uma vez um cavalo paraguaio.
Ainda é cedo para dizer se mais uma vez o Vasco será vice.
Ainda é cedo para dizer que finalmente o Flamengo será rebaixado.
Ainda é cedo para dizer se esses times do Inter e do Fluminense são tão favoritos como dizem.
Ainda é cedo para dizer que Loco deve estar voltando para o Nacional, do Uruguai.
Ainda é cedo para dizer que Dória é um bom zagueiro.
Ainda é cedo para dizer que Lucas deu a volta por cima.
Ainda é cedo para dizer que Vitor Júnior já deu certo.
Ainda é cedo para dizer que Caio vai dar certo no Figueirense.
Ainda é cedo para dizer que Élkeson voltou a jogar seu bom futebol.
Ainda é cedo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Túlio mais perto do gol mil

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Se o combinado com a diretoria se concretizar, em breve Túlio Maravilha vestirá a camisa  sete alvinegra novamente.  O Maravilha marcou três vezes na tarde de hoje e chegou a 993 gols, segundo suas contas.

Segue a matéria do Globoesporte.com:

Acabou nesta terça-feira a passagem de Túlio Maravilha pelo Tanabi. Ele marcou três gols na vitória por 5 a 0 sobre o time de Santa Rita d'Oeste, cidade da região noroeste do Estado que comemora seu aniversário nesta terça-feira, chegou a 993, de acordo com suas próprias contas, e anunciou sua despedida do clube.
O atacante de 42 anos, que sonha em marcar o milésimo gol com a camisa do Botafogo, agora diz que vai descansar uns dias e depois sentar com a diretoria do clube carioca para discutir como será a reta final, para que ele marque os sete gols restantes e chegue ao milésimo.
- Fico muito feliz pela acolhida que tive aqui no Tanabi, só posso agradecer a todos - afirmou o goleador após o jogo.
A passagem do artilheiro pelo futebol da região noroeste do Estado durou cinco jogos, com sete gols marcados, todos eles em amistosos contra times amadores. Na estreia, contra o RCA Cruzeiro, ele fez um gol de falta no empate por 3 a 3. Depois, marcou três contra o Uraniense, time treinado por Raimundo Motorzinho, pai do atacante Willian, do Corinthians, numa goleada por 4 a 0. E, agora, deixou sua marca mais três vezes.
Nesse período, Túlio Maravilha também defendeu o Tanabi em dois jogos oficiais pela Segunda Divisão, mas passou em branco, na vitória por 2 a 1 sobre o Araçatuba, na primeira rodada, e na Votuporanguense, neste domingo. No jogo contra o Grêmio Prudente, alegou dores musculares para não jogar em Presidente Prudente e se ausentou na vitória por 3 a 2.
Para o jogo desta terça-feira,  o técnico do Tanabi, Xandy Marques, levou seu time reserva para a partida, com apenas três jogadores que iniciaram a partida de domingo, a derrota por 1 a 0 para o Votuporanguese, em casa, pela terceira rodada da Segunda Divisão do Paulista.
Na primeira etapa, Marcão e Diogo marcaram os primeiros gols do Tanabi. No segundo tempo, após um pênalti duvidoso, o goleador cobrou com categoria e marcou. Depois, em outra cobrança de pênalti e em uma jogada individual, balançou a rede novamente e encerrou seu ciclo no Verdão da Noroeste.

 Túlio Maravilha, rumo ao milésimo gol



André Silva não é mais vice de futebol do Botafogo

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Muito criticado pela torcida alvinegra, o vice-presidente de futebol, André Silva anunciou na tarde de hoje seu desligamento do cargo. Para ocupar a vaga deixada pelo dirigente, o presidente Maurício Assumpção acumulará a função.

Lave direitinho, Luis Fabiano!!

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Por GLOBOESPORTE.COM


A vitória do Botafogo por 4 a 2 sobre o São Paulo colocou em jogo um desafio pessoal. Venceu o volante Renato, que faz uma aposta inusitada com o atacante Luis Fabiano: quem perdesse teria de lavar as camisas do adversário. A brincadeira ganhou até patrocínio e nesta segunda-feira as mulheres dos jogadores entraram na brincadeira e não perdoaram o Fabuloso.

Mulher de Luis Fabiano, Juliana Paradela postou no twitter fotos das camisas do Botafogo em sua casa prontas para serem lavadas pelo atacante. Ela denunciou o castigo do marido e recebeu rapidamente a resposta da amiga Lilian Florêncio, mulher de Renato.

-Ai, ai, ai. Esfrega Fabuloso - escreveu Juliana. - Estou no Rio e não vou poder ver de camarote o Luis Fabiano lavando roupa. Chegou o dia. É hoje. #EsfregaFabuloso. E tenho que dizer a verdade, as camisas estavam numa situação... Aff!!! - respondeu Lilian.

Logo depois, Juliana publicou mais uma foto. Desta vez, com destaque para a usada por Renato no jogo.

- O 8 do Botafogo ja chegou!! Vai comecar!!! - brincou Juliana.

Renato e Luis Fabiano ficaram muito amigos quando atuaram juntos por seis anos pelo Sevilla, da Espanha. A aposta já era para ter acontecido no ano passado, mas o atacante do São Paulo não participou do confronto pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro por estar machucado.







segunda-feira, 21 de maio de 2012

A polêmica da rodada

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Destaque na vitória alvinegra sobre o São Paulo por 4 a 2, ontem no Engenhão, o argentino Herrera, autor de três gols, foi muito comentado nas redes sociais (Orkut, Facebook e Twitter). Mas o curioso é que a sua tarde de artilheiro não foi o motivo e, sim, o fato de recusar pedir música no quadro Artilheiro Musical, do Fantástico, na TV Globo. Rapidamente, o argentino ganhou apoio da torcida do Botafogo de outros times contra o que muitos chamam de mongolização do futebol.
Aprovei a atitude de Herrera, pois ele é jogador de futebol e sua função é fazer gols.

Reproduzo crônica do Márvio dos Anjos, postado no portal Globoesporte.com, com análise perfeita dessa "polêmica":


Herrera conforme a música


No filme “Gladiador”, de Ridley Scott, o ex-general Maximus (Russell Crowe) torna-se um ídolo do coliseu quando vence um combate e desobedece em seguida o imperador Commodus (Joaquin Phoenix). Virado para baixo, o polegar imperial manda o gladiador matar o oponente indefeso. No entanto, Maximus ignora a ordem e joga a machadinha para longe. Ao poupar o rival e desprezar o rei, é ovacionado pela massa.
O argentino Herrera não é o típico atacante letal, nem mesmo é ídolo entre os botafoguenses. Mas na primeira rodada do Brasileiro, marcou três gols contra o São Paulo. Atuação de gala, tendo jogado só no segundo tempo. Era o dono da tarde.
E aí, a primeiríssima pergunta que ouviu foi: “Tem música para pedir?”
Preferiu não pedir, e foi o primeiro da História a recusar.
Nesse exato momento, Herrera chegou o mais perto que já pôde da idolatria alvinegra, justamente porque se negou a seguir o “polegar” do programa. Não quis fazer parte de um quadro do Fantástico, da emissora que já o incluiu em outro “quadro” de seus shows esportivos: o Inacreditável Futebol Clube, do Globo Esporte.
No IFC, você sabe: todo jogador que perde um gol imperdível sabe que será usado para fazer rir.
Não dá para dizer que Herrera quis se vingar do Fantástico, da Globo, do Marcelo de Lima Henrique, do Vitória, da bandeirinha, ou de Caio Júnior, ainda que o botafoguense sinta um desafogo disso tudo. Mas nos faz refletir sobre 1) os atacantes argentinos e 2) os brasileiros que somos.

(Vou precisar tomar algum tempo seu. Mas, se estiver com muita pressa ou tiver DDA, desça logo o texto para as CONSIDERAÇÕES FINAIS para saber o que acho disso tudo)

O ATACANTE ARGENTINO
Para os hermanos, o futebol não é primo do samba, e gols não se comemoram com dancinhas frequentes. Os artilheiros argentinos parecem se vingar ou se libertar quando fazem gols. São sérios. Doval, Mario Kempes, Maradona, Batistuta, Crespo, Messi: escolha o argentino que quiser e procure no YouTube.
Se fazer um gol é como transar com uma mulher bonita, correr para a torcida é que nem contar para a galera. Mas repare que, enquanto o atacante brasileiro parece tirar onda sobre seu próprio show, o argentino vibra como quem teve o momento mais fantástico de sua vida.
Tudo isso aconteceu 3 vezes, no mesmo tempo, com Herrera. Isso mexeu como ele.


O MITO DO ATACANTE CORDIAL
O IFC já fora criticado por Loco Abreu, que certa vez perdeu um gol feito num jogo em que já havia feito dois. Convidado a rir de si mesmo – o IFC nada mais é do que isso – , o uruguaio afirmou que o IFC é “uma bobagem feita para sacanear jogador” – o que tampouco deixa de ser verdade.
Tudo depende do seu humor, ou de que lado se está da piada.
Abreu e Herrera não são brasileiros. São platinos, como o argentino Barcos, do Palmeiras, que já protestou sobre as brincadeiras sobre sua aparência física. Trabalham no Brasil, mas são de natureza diferente, educação diferente e vivem uma relação diferente com o futebol. Não têm a enorme necessidade de serem cordiais quando se lhes propõem algo que não querem.
Talvez jamais comemorem como nós, talvez jamais riam dos programas que nos fazem rir.
É ótimo ter vozes dissonantes no show. O atacante brasileiro não é educado para ser ídolo que expressa o que pensa. Na maioria das vezes, decora uma dúzia de frases e faz análise combinatória delas a fim de evitar problemas com o técnico, com a torcida, com os rivais, com a imprensa, com o árbitro. Raros são diferentes.
O brasileiro é cordial, escreveu o sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda na obra “Raízes do Brasil”. Muito grosso modo, significa que o brasileiro vai aos limites da diplomacia para evitar conflitos – até mesmo os necessários. Com isso, manter a “paz” é mais importante do que manter a ordem. Argentinos e uruguaios não compartilham desse traço.
E evitam o que aconteceu com Deivid, do Flamengo.
Em 2011, ele fugiu do IFC. Mas não foi às câmeras para dizer que não queria brincar nem engrossou, correndo o risco de se indispor. Apenas fingiu não ouvir até que a maré virasse ao seu favor. Era um instinto de sobrevivência não verbalizado de um jogador que, por ser do clube de maior torcida do país, é mais transmitido que os demais. A consequência disso é que seus gols perdidos são mais vistos, mais zoados (na TV e na internet) e até “mais perdidos” que os da maioria.
Todos perdem gols, mas só Deivid virou sinônimo.
Assim, o titular de dois esquadrões campeões brasileiros (Cruzeiro-2003 e Santos-2004) virou o parâmetro para a furada fenomenal. Folclorizado, primeiro porque abusou do direito de desperdiçar lances, mas, segundo, porque foi cordial, do jeito que gostamos.
AS CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pessoalmente, gosto mais do Inacreditável Futebol Clube do que do lance de pedir música. As pedidas dos jogadores não me agradam nem me surpreendem: pagode mauriçola, gospel meloso, sertanejo funkeado. Por outro lado, o IFC me faz rir de desgraças dos times dos outros (algo que, no futebol, realmente comove muito pouco),  e eu simpatizo com quem joga no meu time e admite erros.
O barato do IFC é equilibrar com bom humor uma balança que só derrubava defensores. Frangueiros e zagueiros furões sabem que seus erros serão reprisados sem escapatória no show da rodada –  porque resultam em gols. O IFC leva os atacantes para o mesmo cadafalso: iguala o gol perdido ao frango no espetáculo da tragédia alheia.
Enfim, rir de seus próprios problemas é um traço elogiável, mas se compreende que nem todo mundo tope, muito menos quando o erro decisivo ocorre na frente de milhares no estádio e de milhões na TV.  O atacante, platino ou não, tem todo o direito de não querer brincar. Só resta aos repórteres que pedem música o desejo de boa sorte.
Se tudo der errado, o jeito é rirem – também – de si mesmos.


domingo, 20 de maio de 2012

Herrera entra e salva o Botafogo

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 Herrera, o grande nome da virada alvinegra. Foto: Paulo Sérgio/Lance

O Botafogo venceu o São Paulo por 4 a 2, na estréia do Brasileirão-12, num Engenhão vazio, após os recentes fracassos no Carioca e na Copa do Brasil. O clima de pessimismo parecia ter ido embora, assim que a bola rolou. Com marcação na saída de bola e uma disposição invejável, o Botafogo dava a impressão que não deixaria o tricolor paulista jogar e que o gol seria questão de tempo, após três chances perdidas. Parecia. O tempo passou, o gol não saiu e o time voltou ao velho vício de alçar bolas na grande área, em busca de Abreu (mais uma péssima atuação), que, marcado por dois zagueiros, não tinha sucesso em nenhuma jogada.
O pessimismo aumentou após Jádson marcar o gol do São Paulo, em falha do sistema defensivo alvinegro. Jefferson, vendido no lance, nada pôde fazer. A partir daí, a equipe mostrou mais uma vez a sua inconstância emocional, apelando para chutões e chuveirinhos ineficientes. Intervalo de jogo, muitas vaias e São Paulo na frente.
Para o segundo tempo, o panorama não parecia muito animador, uma vez que o reserva de Abreu era Herrera. E foi Herrera quem entrou no lugar do uruguaio.
Logo aos quatro minutos, ele, Herrera, empatou o jogo, em cruzamento perfeito de Lucas, que dessa vez não foi expulso. O argentino subiu com um defensor paulista e só deslocou o goleiro Dênis.
O gol foi um alento para a torcida, que esperava uma blitz alvinegra. Doce ilusão! Logo na sequência, Luís Fabiano fez Jefferson mostrar porque é o melhor goleiro do Brasil, ao defender uma cabeçada à queima-roupa, em nova falha da defesa. Numa repetição desse lance saiu o segundo gol dos paulistas. Cruzamento de Jádson, Luís Fabiano cabeceou nas costas de Brinner e enganou o arqueiro alvinegro. São Paulo 2 a 1.
Após esse gol, o torcedor deve ter pensado que o time voltaria aos chutões e chuveirinhos, mas Herrera, em dia iluminado, brigou com os zagueiros do São Paulo e sofreu pênalti. Ele mesmo bateu e converteu. Botafogo novamente na briga. Como o gol incendiou o alvinegro, o time partiu pra cima do tricolor paulista e o estreante Vitor Júnior marcou de falta, após a bola desviar em Cícero e morrer no canto esquerdo de Dênis: virada alvinegra no Engenhão. 3 a 2.
Imediatamente, o técnico Emerson Leão colocou dois atacantes, tentando reverter o placar, mas Herrera decretou a vitória do Botafogo. O argentino roubou a bola, após bobeada do time paulista e marcou o terceiro dele e o quarto do Fogão, que agora tem o melhor ataque do campeonato, o artilheiro e é líder. A nota ruim dessa partida foi a expulsão do técnico Oswaldo Oliveira, que discutiu com o árbitro Sandro Meira e, muito nervoso, saiu escoltado por policiais.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mais uma de Jobson

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Do blog de Bruno Voloch, na UOL:

"Lesionado, Jobson vai para farra, apronta, e Botafogo é cobrado por garotas de programa
O Botafogo confiou em Jobson.
A comissão técnica, comandada por Oswaldo de Oliveira, tinha esperança na recuperação do jogador.
A diretoria do clube apostava que o atleta iria se recuperar como ser humano.
Tudo é literalmente passado.
Nem os companheiros de Jobson no Botafogo querem a permanência dele no elenco.
Atos de indisciplina e faltas sucessivas aos treinos marcaram a ‘nova fase’ de Jobson em General Severiano.
Ninguém no Botafogo defende Jobson.
Foi oferecida ajuda, Jobson não aceitou.
O polêmico jogador segue se envolvendo em confusão.
Enquanto o time se preparava para decidir o título carioca, Jobson, ainda em recuperação de um problema muscular, se divertia numa ‘casa de saliência’, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.
Jobson fazia seu ‘tratamento’ por conta própria.
O jogador foi além. Se divertiu e não pagou a conta.
Inconformadas, as ‘meninas’ foram até General Severiano cobrar pelos ‘serviços prestados’.
Jobson não estava no local.
Não foi a primeira vez.
Um diretor do Botafogo, que por razões óbvias prefere não se identificar, admite que já foi acordado de madrugada para resolver problemas de ordem disciplinar do jogador.
O Botafogo cansou.
Se depender dá vontade da diretoria, Jobson será negociado. Não depende do Botafogo somente. Jobson não tem mercado e muito menos pretendentes.
Pelo twitter, os torcedores fazem campanha pela saída do jogador.
A torcida tinha Jobson como ídolo. Agora isso também é passado.
O último episódio foi a gota d’água."

E agora, meu amigo Wesley Machado?
O que você me diz?

Seedorf, Liédson e Tanaka valem a pena?

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Leio atentamente o desenrolar da "novela Seedorf". A impressão é de já ter assistido algo do gênero antes. Enredos parecidos, se não estou equivocado, envolveram Ronaldinho Gaúcho, em 2010, e Diego, no ano passado. E permanece a sensação de que não se trata do perfil de jogador que o Botafogo precisa no momento. Explico: não é por qualidade individual, indiscutível em todos eles. Passa por identificação, dedicação e expectativa de retorno.

Vi no Lancenet que os salários com o holandês já estariam acertados. Algo em torno de R$ 483 mil por mês. Tudo bem, ele joga muito. Mas está com 36 anos! Pode dar resposta dentro de campo, em ações de marketing e expansão da marca do clube no exterior? Sim. Como também uma transação desse porte corre o risco de se tornar um enorme fiasco técnico, financeiro e de imagem. É arriscado. Muito arriscado, como o mundo do futebol é mesmo.

Agora o "nome da vez" é Liédson, que nem na reserva do Corinthians está. Bom jogador, habilidoso, rápido, goleador, com rodagem internacional, experiência em Copa do Mundo... Tudo isso se sabe de cor e salteado. A dúvida é a mesma: vale a pena, por se tratar de um atleta de 34 anos e que se machuca com certa facilidade? Só para constar: a remuneração dele, no clube paulista, é de R$ 300 mil. Não ganharia menos, isso com certeza.

Cogita-se, novamente, o nome do zagueiro brasileiro naturalizado japonês Túlio Tanaka. Outro que já passou por uma Copa do Mundo, tem bagagem, espírito de liderança, qualidade com a bola nos pés na visão do técnico Oswaldo de Oliveira... Uma historinha muitíssimo semelhante. Até nas dúvidas: seria o caso de contratar um defensor, que ficou conhecido por socar um adversário, por salário em torno de R$ 300 mil - valor já ventilado no início do ano?

Em uma conta muito rápida, sem necessidade de cálculos complexos, chega-se ao quantitativo de R$ 1,083 milhão como salários (na melhor das hipóteses) para Seedorf, Liédson e Túlio Tanaka. Será que com esse R$ 1 milhão por mês em caixa para honrar os compromissos o Botafogo não conseguiria uns 10 bons jogadores, pagando na faixa de R$ 100 mil a cada um? Apenas para constar: Loco Abreu, o ídolo atual, ganha R$ 150 mil/mês.

Não sou contra jogadores renomados e que, evidentemente, vão embolsar pequenas fortunas a cada 30 dias. As ponderações se baseiam em gente que já está no fim da carreira - o mais distante de abandonar as chuteiras é o beque, de 31 anos -, no altíssimo valor das transações e na eventual dificuldade de adaptação ao futebol brasileiro e ao clima tropical predominante por aqui - casos de Seedorf e Tanaka.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Jornalista cria polêmica depois de críticas ao Botafogo. Será que ele está errado?

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O texto abaixo foi escrito pelo jornalista André Rizek, do Sportv. Ele foi bombardeado após fazer críticas ao Botafogo, depois da derrota de domingo para o Fluminense. Não costumo assistir à filial da Globo na TV fechada. Todos sabem que prefiro a ESPN Brasil. Mas infelizmente concordo com tudo que o Rizek afirmou e escreveu. E além de Caio e Felipe Menezes, quero o vagabundo e ingrato Jobson fora do Botafogo e o tal "foda" Elkerson longe de General Severiano.

Reproduzo o texto abaixo e deixo para comentários dos amigos. Depois de alguns dias, e com a cabeça mais fria, quem sabe ele não é melhor compreendido.



" UM TIME PERDEDOR- André Rizek


Um comentário (banal) que fiz no último Troca de Passes acabou gerando repercussão entre os botafoguenses. Afirmei (e sigo afirmando) que este elenco do Botafogo é perdedor. Adora uma derrota e sente-se confortável nela. Estou sendo duro com o time de Loco, Maicossuel, Jefferson , Renato e outros bons jogadores. Mas é porque este time também é bem melhor do que aquilo que tem deixado em campo.

Perder do Fluminense é normal, diante da disparidade do investimento nas duas equipes? A lógica (se ela fosse absoluta no futebol…) nos leva a dizer que “sim”. Essa mesma lógica então mostraria que o desempenho do Botafogo contra Treze e Vitória no Engenhão, pela Copa do Brasil, foi mais que vergonhoso. Foi uma afronta.

Só uso estes termos fortes porque a gente tem que cobrar de quem pode dar. Jamais vamos dizer que o time do Caxias ou do Guarani são perdedores. Para o Bugre, decidir o título contra Neymar e Cia é façanha, ato de bravura. Acontece, meus amigos, que o Botafogo não é o Caxias.


Time grande não pode aceitar certas coisas sem reagir. Time grande tem a obrigação de se indignar quando seus jogadores perdem jogos como a mesma expressão de quem está tomando um copo de água no corredor da firma.


Voltemos ao ano passado. O Botafogo jogou, em boa parte do Brasileiro, um futebol de time campeão. Ou seja: este time sabe jogar bola! Mas aí chegou a reta decisiva e a equipe (se alguém tiver outra palavra, que me proponha) amarelou. Fez partidas ridículas, como a que perdeu para o lanterna América, e viu a vaga na Libertadores escapar.


Esta diretoria do Botafogo faz um grande trabalho na gestão do clube. É, com sobras, a mais criativa do Rio. A que faz mais com menos. Seja na hora de reforçar o elenco, seja nas (excelentes) ações de marketing. E contrata bem também! Mas será que esta diretoria também não precisa ser mais dura na hora de cobrar resultados, em relação ao que ela oferece? Porque trazer bons jogadores, pagar em dia e oferecer condições de trabalho é algo que pouca gente faz no Brasil…


Será que estes jogadores foram cobrados, tirados de suas zonas de conforto, depois do papelão que fizeram no Brasileiro de 2011? Oras! Se qualquer profissional de banco, televisão ou limpeza não trabalha direito e compromete os resultados de uma empresa, ele é cobrado ou mandado embora, certo? Caio Junior saiu. Só ele. E nada mudou…


O Botafogo fez, contra Vasco e Bangu, novamente excelentes partidas neste ano. O time tem talento. Mas chega na hora dos grandes jogos e é aquela moleza, aquela passividade que irrita. Assistir ao Treze dar lição de raça no Engenhão foi um alerta. Será que aquela noite foi cobrada de maneira devida? Porque contra o Vitória, de novo, o Botafogo assistiu a um time inferior tecnicamente dominá-lo completamente. Na bola e na fome de bola.


Os jogadores do Vitória, famintos, trataram aquela partida de Copa do Brasil como um prato de comida. O Botafogo já entrou de barriga cheia, como aliás vem fazendo desde o ano passado nos grandes jogos, na hora do vamos ver. Foi assim domingo também, contra o Fluminense. Parecia só mais um jogo, para um time que tinha a obrigação de suar a alma depois da derrota de 4 x 1.

Elkeson-eu-sou-foda

Querem mais um exemplo sobre como as coisas vão mal? Mesmo depois de estar com 2 a 1 no bolso, não vi ninguém do Vitória bater no peito e dizer “eu sou foda”, como o Elkeson fez no Engenhão ao abrir o placar. Esta imagem do Elkeson talvez resuma a zona de conforto em que vivem os jogadores do Fogão. O cidadão se auto-proclamou “foda” por ter feito um mísero gol, três dias depois de seu time ter sido massacrado pelo Fluminense na primeira final do Estadual, com desempenho horroroso dele. Era para o Elkeson estar sentindo a dor da derrota, como todo torcedor. Mas ele está mais preocupado em mostrar que é bom demais. Nem que seja apenas em um lance. Isso não merece uma bronca daquelas inesquecíveis? Não merece que a diretoria lembre ao rapaz que ele está jogando no time do Garrincha, do Nilton Santos, do Didi?

Ou será que muitos botafoguenses, a julgar pela reação ao meu comentário no Troca, também se habituram de forma perigosa às derrotas?

A história está cheia de times com baixo investimento (em relação aos rivais), mas que não aceitavam a derrota sem suar a alma. Era o caso do Grêmio do Felipão, para sempre na história do Tricolor.

Times fracos de espírito como este Botafogo estão condenados ao esquecimento. Ainda que Elkeson se ache muito f…"


domingo, 13 de maio de 2012

Escalação do Fogão para o Brasilierão

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Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Túlio Tanaka e André Santos; Renato, Marcelo Mattos, Andrezinho, Seedorf, Maicosuel e Loco Abreu. Essa pode ser a equipe titular para o Campeonato Brasileiro e a para a Copa Sulamaericana no segundo semestre. No banco o Fogão ainda vai ter: Felype Gabriel, Elkeson, Cidinho, Fábio Ferreira, Herrera, Jobson, Vitinho, Vitor Junior, Lucas Zen, Jadson, Gabriel, Márcio Azevedo, Lennon, William, Milton Rafael, Jeferson e mais dois ou três que eu esqueci agora. Está bom? Eu acho que está. Se Oswaldo naço inventar e ascontusões não atrapalhare, as coisas podem ficar bem. Notaram que eu não coloquei nem Caio e nem Felipe aí nessa lista? Pois é... espero sinceramente que eles liderem a barca alvinegra e se transformem em ótimas moedas de troca para que o alvinegro possa trabalhar outros atletas bem melhores.

Botafogo brincou com a sorte e perdeu de novo

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O Botafogo perdeu a final do Campeonato Carioca para o Fluminense. Um amigo meu, coitado, torcedor do clube da Gávea, me disse uma coisa interessante: "poxa, camarada, perder pra burgûes nem no xadrez". E é verdade. Perder para o Fluminense foi um saco, uma merda. Mas o Botafogo fez por merecer a derrota. Aliás, as duas derrotas.
O Botafogo perdeu porque a diretoria acreditou que o time conseguiria passar o primeiro semestre com apenas um lateral em cada posição e que apenas um reserva para a zaga seria suficiente. Me lembro de que escrevi aqui no blog sobre o que eu pensava sobre o Carioca, e o que o Botafogo deveria fazer para aproveitar melhor a competição. Ainda acho que é dinheiro jogado fora, uma competição nivelada por baixo, mas mesmo assim, o Botafogo pagou caro por apostar que poderia levar o Carioca e a Copa do Brasil sem peças de reposição para as laterais e para a zaga. Isso sem falar na inconstância dos meias, embora essa seja a posição com mais opções no elenco alvinegro.
Não tem mistério. Não é preciso quebrar a cabeça ou ficar buscando soluções mágicas. O Botafogo perdeu as duas competições por que não tem laterais; tem apenas um zagueiro confiável (que se machucou justamente nas três últimas partidas); e não tem um meio de campo constante, apesar de ótimas opções. O melhor jogador desse primeiro semestre, Andrezinho, também está no estaleiro. Agora, os babacas que teimavam em vaiar o ex-jogador do Internacional no Engenhão, estão começando a entender a função dele na equipe.
Para o Brasileiro, e para a Sulamericana é fácil. A receita , mais uma vez é simples: dois laterias, um meia, um atacante e um zagueiro para ocupar a vaga de Fábio Ferreira. Hoje o Botafogo conta com Loco Abreu - cansado -, Renato e Jefferson. Esses são os craques. O resto é pra completar elenco. Se o Botafogo contratar pelo menos mais dois jogadores do mesmo nível conseguirá ganhar alguma coisa nesse segundo semestre. Se tentar contar com a sorte de novo, vai ficar no quase, de novo.

sábado, 12 de maio de 2012

Estrela que nos faz sonhar!

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Recebi do amigo, grande botafoguense, também colaborador aqui do blog, mas que anda meio sumido, Alexandre Henriques, a seguinte mensagem por SMS: "Amanhã (domingo) seremos campeões. Eu acredito. Tem coisas que só acontecem ao Botafogo. Amanhã vamos escrever uma das mais bonitas páginas de nossa história. Eu acredito...Passe essa corrente positiva para quem é alvinegro de verdade." Olha, Alexandre e leitores do blog, eu também acredito, como já disse na postagem anterior. Temos de acreditar. Seria um grande presente antecipado para o nosso maior ídolo, Nilton Santos, que vai completar 87 anos na quarta-feira, dia 16. Como se diz, no futebol tudo pode acontecer. E se tem coisas que só acontecem com o Botafogo. Não pode é fazermos os gols, tirarmos a diferença e perdermos nos pênaltis, como o Fluminense na Libertadores de 2008. Esses dia estava lembrando da final do Brasileiro de 1992, contra o Flamengo em que perdemos o primeiro jogo por 3 a 0. E olha que foi antes da goleada de domingo. Hoje vendo o Globo Esporte, que entrevistou Valdeir "The Flash", fiquei sabendo que ele havia perdido um pênalti naquela final. Nem lembrava disso. Lembro que em 2009, saímos perdendo por 2 a 0. Victor Simões perdeu um pênalti. E depois ainda empatamos. É possível? É possível! Gostei das entrevistas de Jéfferson, Oswaldo e do zagueiro Brinner, que deve substituir Antônio Carlos, no caso dele com um problema no joelho não jogar. Quem sabe não vai ser do zagueiro com nome de personagem de faroeste o gol do título. Deixo vocês com um hino da esperança, que ganhou tom pejorativo, mas afirma o dever do sonhador que é exercer o seu direito de sonhar.